segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Como funciona a memória

Qual é o mecanismo que nos faz lembrar nossas experiências? Existe uma explicação científica para o funcionamento da memória? Que tipo de conhecimentos estão associados a essa explicação? Ainda falta descobrir muita coisa, mas os cientistas já sabem que o sistema nervoso é quem manda na memória. O sistema nervoso é composto por células, como tudo em nosso corpo. Essas células são os neurônios.


Os neurônios são compostos por duas extensões: os dendritos e os axônios. Cada neurônio só tem um axônio, mas pode ter vários dendritos. A transmissão de informações dentro do nosso cérebro acontece por meio de impulsos elétricos, como você pode visualizar neste vídeo. Assim, cada neurônio pode receber muitos sinais de uma única vez, mas transmitir apenas para outra célula específica.

A explicação do sistema de transmissão da memória depende especialmente da Biologia, da Física e da Química. Os neurônios liberam substâncias chamadas neurotransmissores através do axônio. Essas substâncias são liberadas em uma fenda entre os neurônios, chamada sinapse. É uma onda de descarga elétrica que faz com que o neurotransmissor seja liberado de dentro das vesículas sinápticas.

As moléculas de neurotransmissor se espalham na fenda sináptica e ligam-se aos receptores de outro neurônio, nos dendritos. O processo de formação das nossas memórias longas funciona mais ou menos assim. Todo o processo dura um tempo de mais ou menos seis horas - no mínimo, duas horas.

O glutamato, um dos principais neurotransmissores, é fundamental para o processo da memória. Já a dopamina, a serotonina etc. modulam a memória e estão ligados à maneira como registramos emoções. Por esse motivo, aprender ou memorizar as coisas quando estamos num dia de bom humor é bem mais fácil. Já aprender sob um forte estresse é bem mais difícil.

Assim como armazenamos memórias, também podemos esquecê-las. Trata-se de um processo natural, mas que pode se tornar patológico em alguns casos. Um desses casos patológicos é o Mal de Alzheimer. Nesse caso, o indivíduo lembra-se apenas de memórias mais consolidadas, as mais antigas. Ainda não há cura para o Mal de Alzheimer, mas os cientistas são unânimes quando dizem que treinar a memória é importante e ajuda a retardar o aparecimento de demências e de doenças degenerativas.

Para saber mais sobre memória na era digital, assista a estes vídeos da CPFL cultural.

Fonte: Clickideiahttp://www.clickideia.com.br/cgi-local/lib-site/conteudo/mostra_conteudo.pl?nivel=m&disc=not&codpag=NOT1108150201

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